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Entretela hidrossolúvel comum, adesiva ou topping: qual usar em cada bordado

Equipe Polgreen

5 min de leitura

Bastidor de máquina de bordar com entretela hidrossolúvel sobre toalha e bordado colorido

Entretela hidrossolúvel é um dos termos mais procurados por quem borda no Brasil, e quase sempre a dúvida é a mesma: qual tipo comprar. A resposta depende de onde a entretela vai, por baixo, por cima ou colada na peça, e do tipo de tecido. Escolher errado custa caro: ponto afundado na toalha, renda que desmancha, avesso com sobra ou agulha melada de cola no meio da produção.

Este guia organiza a escolha em três tipos e mostra como decidir em menos de um minuto. Se você procura o passo a passo básico de uso no bastidor, ele está no nosso guia prático de entretela para bordado.

Os três tipos de entretela hidrossolúvel

Qual entretela hidrossolúvel usar em cada situação
TipoOnde vaiUse quandoAtenção
Base texturizadaPor baixo, presa no bastidor junto com o tecidoRenda, guipir, richelieu, crivos e tecidos finosPrecisa de bastidor bem tensionado
AdesivaPresa no bastidor sozinha, com a peça colada por cimaBonés, golas, punhos, apliques e peças pequenas que não cabem no bastidorO adesivo pode acumular na agulha em produções longas
ToppingPor cima do tecido, como uma películaToalha felpuda, plush, veludo, moletom e malhaUse filme fino e combine com uma base por baixo

Base texturizada: a mais versátil

É a entretela que vai no bastidor junto com o tecido e sustenta o ponto durante o bordado. Por ser texturizada, prende firme e não escorrega. É a escolha para técnicas em que parte do desenho fica sem tecido, como renda e guipir: depois da água, sobra apenas o bordado. A entretela AE2510 da Polgreen é desse tipo, com 42 µm de espessura padrão e solúvel em água fria.

Bordado sobre entretela hidrossolúvel texturizada no bastidor
Base texturizada no bastidor: o ponto fica firme e a entretela sai com água.

Adesiva: para o que não cabe no bastidor

A versão adesiva tem um lado com adesivo, protegido por papel ou ativado com um pouco de umidade. Você prende só a entretela no bastidor, expõe o lado adesivo e cola a peça por cima. Resolve bonés, golas, punhos, bolsos já costurados e apliques pequenos, que seriam marcados ou deformados pelo aro do bastidor.

O cuidado é com a agulha. Em produções longas, o adesivo se acumula e o fio começa a desfiar ou quebrar. Programe pausas para limpar a agulha e não use a adesiva onde a comum resolve: ela é uma ferramenta para peças difíceis, não a entretela do dia a dia.

Topping: para o ponto não afundar

Em tecidos com pelo ou volume, como toalha felpuda e plush, o ponto afunda e o desenho perde definição. O topping é um filme fino colocado por cima do tecido: o bordado se apoia nele e fica nítido. Depois da água, o filme some e o ponto continua em cima do pelo. Para topping, filmes de 25 a 35 µm funcionam melhor do que a espessura de base.

Como decidir em três perguntas

  • A peça cabe no bastidor sem marcar? Se sim, use a base texturizada. Se não, use a adesiva.
  • O tecido tem pelo, felpa ou volume? Se sim, acrescente o topping por cima, mantendo uma base por baixo.
  • O desenho tem áreas sem tecido, como renda e guipir? Se sim, use base texturizada com espessura maior e densidade de pontos suficiente para a renda se sustentar sozinha.

Como remover sem deixar resíduo

Comece rasgando o excesso com a mão: quanto menos entretela for para a água, mais rápido termina. Em peças de vestuário, um enxágue em água fria corrente costuma bastar. Em renda e guipir, deixe a peça de molho, troque a água e repita até o toque ficar macio. Se o bordado sair duro ou com brilho, ainda há material: mais água e mais tempo resolvem.

Um truque de quem faz renda tridimensional é justamente o contrário: enxaguar menos de propósito. O pouco de material que fica dá firmeza à peça depois de seca, como uma goma, sem precisar de produto extra.

Onde a fábrica ganha dinheiro

O preço do metro de entretela é só uma parte da conta. O que pesa é o acabamento: recortar e limpar o avesso de cada peça é trabalho manual e repetitivo. Com a entretela certa para cada caso, o acabamento vira um enxágue em lote, o retrabalho cai e a peça chega ao cliente com caimento natural e cores vivas. Para quem fornece para marcas de moda, esse acabamento vira argumento de venda.

A forma mais rápida de comprovar isso na sua fábrica é comparar o processo atual com o novo em algumas cabeças de bordado, com os tecidos e pontos que você mais usa. Medir tempo de acabamento, perda e retrabalho dá a resposta em poucos dias.

Veja também a página de têxtil e bordados e os laudos do filme de PVA, com solubilidade e não toxicidade.

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Perguntas frequentes

Qual a diferença entre entretela hidrossolúvel e termossolúvel?

A hidrossolúvel sai com água. A termossolúvel se desfaz com o calor do ferro e é retirada com escova. A hidrossolúvel é a mais usada em renda, guipir e peças laváveis, porque sai por completo sem expor o bordado a altas temperaturas.

A entretela hidrossolúvel adesiva sai toda na água?

Sim. Filme e adesivo se dissolvem na lavagem. Em peças grossas ou com muito adesivo, deixe de molho por mais tempo e troque a água até o toque ficar macio.

Posso usar a mesma entretela como base e como topping?

Pode, mas o resultado é melhor com espessuras diferentes: uma base mais encorpada por baixo e um filme fino por cima, que não interfere no desenho e sai mais rápido na água.

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